Libertar o que não começou em ti.
Há experiências que o tempo não apaga. Emoções que regressam sem uma razão aparente. Medos, bloqueios e padrões que continuamos a repetir, mesmo quando já compreendemos racionalmente aquilo que gostaríamos de mudar.
Por vezes, aquilo que sentimos não nasce apenas no presente. Pode estar ligado à nossa história, às primeiras relações, ao lugar que ocupámos na família ou a acontecimentos que deixaram marcas profundas. Pode também refletir vínculos, lealdades e modos de sobrevivência que foram sendo transmitidos entre gerações.
A Hipnose Sistémica nasce da integração entre a hipnose e o olhar sistémico e transgeracional. É um processo terapêutico individual e personalizado, que procura escutar não apenas o sintoma, mas também a história que pode estar a expressar-se através dele.
Nem tudo o que carregas começou em ti.
Mas pode encontrar em ti um novo destino.
O que é a Hipnose Sistémica?
A Hipnose Sistémica utiliza um estado natural de atenção focada e relaxamento para facilitar o contacto com emoções, memórias, imagens internas e recursos que nem sempre estão acessíveis através do pensamento consciente.
A pessoa não perde o controlo nem fica inconsciente. Permanece presente, escuta o que lhe é dito e pode interromper o processo sempre que desejar. A hipnose cria um espaço de maior disponibilidade interior, no qual pode tornar-se possível olhar para uma experiência de outra forma, ressignificá-la e construir novas respostas.
A perspetiva sistémica amplia este trabalho. Em vez de observar uma dificuldade como algo isolado, procura compreender a pessoa no contexto das suas relações, da sua família, da sua história e dos lugares que aprendeu a ocupar.
O ponto de partida é sempre o tema que trazes. Depois, seguimos cuidadosamente o fio da tua história e aquilo que vai emergindo ao longo do processo.
Não trabalhamos apenas o sintoma
Muitas vezes, o sintoma é a parte visível de uma realidade emocional mais profunda.
A ansiedade pode esconder um medo antigo. A dificuldade em colocar limites pode estar relacionada com a necessidade de pertença. A culpa pode nascer de uma responsabilidade assumida demasiado cedo. Um padrão relacional repetitivo pode revelar uma tentativa inconsciente de reparar, compensar ou permanecer fiel a alguém importante.
Por isso, a Hipnose Sistémica não procura simplesmente eliminar aquilo que incomoda. Procura compreender a função que esse padrão teve, reconhecer aquilo que protegeu e criar condições internas para que possa deixar de ser necessário.
Ao longo do acompanhamento, pode surgir a necessidade de trabalhar:
- A relação com a mãe;
- A relação com o pai;
- As experiências vividas durante a infância;
- A criança interior e as suas necessidades;
- Perdas, separações ou acontecimentos marcantes;
- Medos, culpas e responsabilidades;
- Padrões afetivos e relacionais;
- Lealdades familiares inconscientes;
- Histórias e acontecimentos transgeracionais;
- A capacidade de ocupar o próprio lugar e fazer escolhas mais livres.
Para quem é este acompanhamento?
A Hipnose Sistémica pode ser indicada para quem sente que:
- Compreende racionalmente o seu problema, mas continua a repeti-lo;
- Vive estados de ansiedade, medo ou insegurança;
- Tem dificuldade em colocar limites ou dizer “não”;
- Repete padrões nas relações afetivas ou familiares;
- Carrega culpa ou responsabilidades que parecem excessivas;
- Reage emocionalmente com uma intensidade difícil de compreender;
- Sente que uma parte de si deseja avançar, enquanto outra permanece presa;
- Tem dificuldade em reconhecer o seu valor ou ocupar o seu lugar;
- Vive um bloqueio emocional, pessoal ou profissional;
- Procura compreender mais profundamente a sua história;
- Deseja fortalecer recursos internos e construir uma relação diferente consigo.
Cada situação é avaliada individualmente. A Hipnose Sistémica não substitui acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico quando estes são necessários, podendo, em determinadas situações, funcionar de forma complementar.
Como decorre o processo?
O acompanhamento começa com uma conversa de enquadramento. Este primeiro momento permite compreender o tema que te traz, conhecer elementos relevantes da tua história e definir aquilo que desejas transformar.
A partir daí, cada sessão é construída de acordo com o teu processo e com aquilo que se revela necessário trabalhar.
Não existe um protocolo rígido nem um número previamente definido de sessões. Um tema pode conduzir à relação com a mãe, ao vínculo com o pai, a uma experiência da infância, a uma perda ou a uma dinâmica familiar mais antiga. Cada movimento pode revelar uma nova dimensão que precisa de ser vista, compreendida e integrada.
Depois de cada encontro, avaliamos o caminho realizado e decidimos, em conjunto, o passo seguinte.
Não seguimos um percurso fechado. Seguimos o fio da tua história, respeitando o teu ritmo e aquilo que estás preparada ou preparado para olhar.
Uma abordagem integrada e personalizada
A Hipnose Sistémica integra diferentes recursos terapêuticos, selecionados de acordo com as necessidades de cada pessoa:
- Hipnose clínica e transpessoal;
- Abordagem sistémica e familiar;
- Psicogenealogia e trabalho transgeracional;
- Ressignificação de experiências emocionalmente marcantes;
- Trabalho com a criança interior;
- Reparentalização;
- Visualização terapêutica;
- Ativação e fortalecimento de recursos internos;
- Integração emocional e corporal.
Não se trata de procurar culpados no passado, nem de atribuir todas as dificuldades à família. Trata-se de compreender como determinadas experiências e vínculos nos marcaram, reconhecer o que recebemos e escolher conscientemente aquilo que desejamos continuar a levar connosco.
O que podes encontrar neste processo?
A Hipnose Sistémica pode ajudar-te a:
- Compreender a origem e a função de determinados padrões;
- Criar uma relação mais segura contigo;
- Ressignificar experiências do passado;
- Reconhecer e acolher necessidades emocionais;
- Libertar responsabilidades que não te pertencem;
- Fortalecer a capacidade de colocar limites;
- Desenvolver novas respostas perante situações difíceis;
- Recuperar recursos internos;
- Ocupar o teu lugar com maior consciência;
- Fazer escolhas mais alinhadas com quem és hoje.
A mudança não significa apagar a história. Significa poder relacionar-te com ela de uma forma diferente, com mais consciência, mais recursos e maior liberdade.
Sobre Sofia Salter Cid
Sofia Cid é terapeuta integrativa e sistémica, com formação e experiência em Hipnose Clínica e Transpessoal, Terapia Familiar, Psicogenealogia, abordagem Transgeracional, Constelações Familiares, Coaching Sistémico e Eneagrama.
Nos seus programas Raízes e Asas, integra diferentes perspetivas terapêuticas num acompanhamento profundo, humano e personalizado.
As raízes representam a história, os vínculos e tudo aquilo que recebemos. As asas representam a possibilidade de integrar essa história sem permanecer limitada ou limitado por ela.
Conhecer as raízes não é ficar preso ao passado. É encontrar um lugar interno a partir do qual se torna possível seguir em frente.
Marca a tua sessão
Se sentes que há um padrão que se repete, uma emoção que insiste em regressar ou uma parte de ti que continua presa a uma história antiga, este pode ser o momento de a escutar de outra forma.
Sofia Cid — Raízes e Asas
A tua história faz parte de ti. Mas não precisa de decidir todo o teu futuro.
Comentários recentes