“Cada um de nós importa. Cada uma das nossas ações faz a diferença.”
Jane Goodall
Existe um mapa do tesouro no final do documentário da Netflix, A últimas Palavras, de Jane Goodall. Um mapa para quem escolhe percorrer a vida confiando num mundo melhor. O tesouro, esse, não é apenas um prémio para quem persiste, é responsabilidade. Falamos de ESPERANÇA na pele de quem atravessou o mundo de perto, viveu na floresta, viu o declínio, viu o renascer… e ainda assim acreditou.
A esperança de Jane não é leve.
É uma esperança que pesa.
Porque exige presença.
Exige ação.
Exige que deixemos de esperar que alguém faça por nós.
Ela dizia que a capacidade humana de destruição é enorme, mas a capacidade de cura, quando finalmente despertamos, é ainda maior. E essa é a chave, pois a esperança não nasce da certeza de que vai tudo correr bem, nasce da decisão de não abandonar aquilo que ainda pode ser salvo.
Jane Goodall não acreditava em milagres vindos de fora.
Acreditava nos pequenos gestos que ninguém vê, nos esforços que parecem inúteis, nas mãos que reparam o que outros destruíram.
Acreditava que cada ser humano carrega uma centelha capaz de virar o rumo de uma história, mesmo quando essa história parece demasiado grande, demasiado tardia, demasiado perdida.
Nesta sua mensagem, a esperança não surge como flor frágil.
Surge como raiz.
Como algo que se torna mais teimoso quanto mais tentam arrancá-lo.
Como algo que resiste porque se recusa a desistir.
A esperança não está no mundo que recebemos, mas no mundo que escolhemos criar.
Não está naquilo que nos é dado, mas no que ousamos transformar.
Não está no que perdemos, mas no que ainda podemos proteger.
E talvez seja essa a herança mais luminosa que Jane nos deixa:
A esperança não é a promessa de um futuro melhor.
É o compromisso silencioso de sermos melhores agora.
Créditos e Direitos de Autor:
Este vídeo inclui excertos da entrevista com Jane Goodall, integrada no documentário
As Últimas Palavras: Jane Goodall (Famous Last Words: Dr. Jane Goodall).
Produção original: Netflix
Todos os direitos de imagem, som e conteúdo pertencem à Netflix e aos seus produtores.
Os excertos são utilizados no canal Affectum exclusivamente para fins educativos, reflexivos e não comerciais, no contexto de comentário, análise e promoção da consciência humana, ecológica e sistémica.
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